Publicado por Multibot em 30/07/2021 às 10:10

Taxa de desemprego fica em 14,6% em maio, maior taxa para o mês na história

A taxa de desemprego no país atingiu 14,6% no trimestre encerrado em maio de 2021. A taxa ficou acima do verificado no trimestre móvel anterior (encerrado em fevereiro, de 14,4%) e abaixo do resultado de abril (14,7%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de maio é o maior para o período de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A maior até então tinha sido a de maio de 2017 (13,3%). Em maio de 2020, a taxa foi de 12,9%.

O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 27 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 14,6% no trimestre encerrado em maio. O intervalo das projeções ia de 14,2% a 14,7%.

No trimestre até maio, o país tinha 14,795 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, sem encontrá-lo. O número é 2,6% superior ao do trimestre anterior – embora seja considerado estatisticamente estável - (372 mil pessoas a mais) e 16,4% maior frente a igual período do ano anterior (2,1 milhões de pessoas a mais).

No período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 86,7 milhões de pessoas. Isso representa alta de 0,9% em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em fevereiro (809 mil pessoas ocupadas a mais).

Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de emprego, com 14 anos ou mais de idade – estava em 101,502 milhões no trimestre até maio de 2021, 1,2% a mais do que no trimestre anterior (1,1 milhão de pessoas) e 2,9% acima de igual período do ano anterior (2,8 milhões de pessoas a mais).


A massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 215,496 bilhões no trimestre de março a maio de 2021, segundo os dados da Pnad Contínua. O número aponta estabilidade frente ao trimestre móvel anterior (encerrado em fevereiro) e uma queda de 2,5% frente a igual período do ano anterior (menos R$ 5,546 bilhões).


A renda média dos trabalhadores permaneceu estatisticamente estável no período, segundo o IBGE, embora tenha tido variação negativa. De acordo com dados da Pnad Contínua, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (considerando a soma de todos os trabalhos) foi de R$ 2.547 no trimestre móvel até maio de 2021, ante R$ 2.573 no trimestre móvel anterior (variação de -1%) e R$ 2.632 em igual período do ano anterior (variação de -3,2%).

Por Valor investe


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